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O Edifício Yacoubian

O Edifício Yacoubian

161 min
7,3/10Nota do conteúdo
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Um famoso edifício chamado Yacoubian, situado na cidade do Cairo, no Egito, é o cenário para apresentar o cotidiano de diferentes e controversos: uma universitária prostituta, um escritor gay que namora um policial casado, um porteiro viciado em haxixe e um político corrupto.

“Tudo era belo. O País era belo. E o edifício também era bonito. Mas, a revolução marcou o fim da era Pasha. Depois da guerra de 1956, judeus e estrangeiros deixaram o País”.

E entre eles estavam os meus avós e sua filha de apenas 3 anos de idade que, futuramente e no Brasil, viria a ser minha mãe.

Ver O Edifício Yacoubian, pra mim, tem um gosto especial. De uma forma ou de outra, nele está a história de minha família. Que saiu do Egito e veio parar no Brasil. E de minha mãe, que veio parar na Bahia. E de mim, que nasci em Salvador.

O filme conta a história de moradores decadentes, de um edifício decadente, de um país decadente. Tão decadentes quanto Salvador – cujo novo prefeito eleito é a representação do sectarismo em que essa cidade vive.

O edifício Yacoubian foi projetado em cima de uma perspectiva aristocrática, que se construía sobre pilastras de moralismo, glamour e status. Após a guerra, todos esses valores se revelaram tão superficiais, que só o que restou aos seus moradores foi um sobrenome que impõe respeito àqueles que se impressionam com qualquer coisa. Na prática, o passado de status e o próprio edifício valem menos que nada.

O Edifício Yacoubian mostra um Egito cinzento, com tradições questionáveis e um mar de artificialidade e superficialidade banhando os seus moradores.

Mas, tal como em Salvador, tenho certeza que o Egito não é só isso!

 

1 Comment

  1. Calpurnia Pisonis

    dezembro 7, 2017 at 2:57 am

    ” . . . lindo mt lindo este filme . . . “

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