Cyd, que perdeu a mãe precocemente, decide passar o verão na casa de sua tia Miranda, uma famosa escritora, para fugir do pai, que está depressivo. Lá, a jovem se envolve com uma vizinha de Miranda, Katie, barista no café local. Enquanto descobre sua relação com a garota, ela se aprofunda mundo mais consigo mesma ao fortalecer laços com a tia.
A sinopse é absolutamente simples e talvez não gere grandes interesses, mas o sucesso de “Princessa Cyd” está exatamente aqui: sua simplicidade. O que à primeira vista soava como um filme lésbico de verão se revela uma obra sobre libertação de gênero e pansexualidade – Cyd, numa animada cena, se define com “eu gosto de tudo” depois de perguntada sobre sua orientação sexual, e Katie é muito mais complexa que uma garota tomboy – a personagem é interpretada por um ator trans. E nas idas e vindas das personagens, somos engolidos por uma delicadeza genial, num filme feel good para aquecer corações.